3 de Dezembro – DIA INTERNACIONAL DE NÃO AO USO DE AGROTÓXICOS

2 02UTC Dezembro 02UTC 2008

Comemoramos o dia 3 de dezembro como o Dia Internacional de Não ao Uso de agrotóxicos, fazendo um chamado para a reflexão e tomada de consciência da população mundial sobre o grave problema sanitário, social e ambiental gerado pelo uso de agrotóxicos.
Este dia foi estabelecido pelas 400 organizações membros que integram a Rede de Ação em Praguicidas (PAN: Pesticide Action Network International) em 60 países.
O dia 3 de dezembro é uma homenagem a memória de mais de 20.000 pessoas falecidas em 1984 em Bophal, Índia, a causa foi o vazamento de 27 toneladas de metil isocianato, gás tóxico utilizado pela corporação Union Carbide na elaboração de um agrotóxico.
A produção e comercialização de agrotóxicos a nivel global se concentram em grandes corporações, como Monsanto, Syngenta y Bayer. São as mesmas transnacionais que controlam as sementes, introduzem cultivos transgênicos (geneticamente modificados) e promovem o desenvolvimento de agrocombustíveis (mal chamados “bio”combustíveis).

Transgênicos, agrocombustíveis e agrotóxicos!

Desde que foi imposta a agricultura de monocultivos, com uso intensivo de agrotóxicos, tem-se contaminado o ar, o solo, a água e os alimentos causando profundos desequilíbrios nos ecossistemas. São as mortes e as intoxicações agudas e crônicas que freqüentemente afetam a trabalhadores/as agrícolas e a população rural; estes são os maiores danos causados pela aplicação desses venenos no campo e nas residências urbanas. E também os consumidores, devido aos resíduos de agrotóxicos nos alimentos.

Na América Latina, o uso de agrotóxicos tem causado a intoxicação de milhões de pessoas e deixado milhares de vítimas, muitos dessas ainda crianças. Em Centroamérica cada ano se intoxicam 400.000 pessoas por agrotóxicos (OPS). No Cone Sul, somente no Brasil foram utilizadas 480 mil toneladas de agrotóxicos em 2006… e se intoxicam em torno de 300.000 pessoas a cada ano. A intoxicação por agrotóxicos é um grave problema de saúde pública, qualificado pela OMS como endêmico.

Por um ambiente limpo e uma alimentação sadia… ALIMENTEMOS O MUNDO SEM VENENOS.

APOIEMOS O DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA ECOLÓGICA.

Red de Acción en Plaguicidas y sus Alternativas en América Latina
(RAP-AL) Cono Sur
www.rap-al.org

Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor – CAPA
www.capa.org.br


FARGS

27 27UTC Novembro 27UTC 2008

O Ecoextrema agradece a presença da professora Carmem Porto e de seus alunos no sítio.
Alunos da FARGS, das áreas de turismo, hotelaria e administração, tiveram a oportunidade de conhecer a proposta do Ecoextrema, que tem como foco a conservação ambiental e a produção agroecológica de alimentos.
Esperamos ter contribuído para a reflexão sobre a nossa função no planeta.
Um agradecimento especial as meninas do Butiá e aos meninos que deram vários sabores ao nosso suco.

Até a próxima!

Alunos vivenciam novas experiências.

Alunos vivenciam novas experiências.


Não desperdiçar as oportunidades da crise

23 23UTC Novembro 23UTC 2008

Por Leonardo Boff *

Face ao cataclismo econômico-financeiro mundial se desenham dois
cenários: um de crise e outro de tragédia. Tragédia seria se toda a
arquitetura econômica mundial desabasse e nos empurrasse para um caos
total com milhões de vítimas por violência, fome e guerra. Não seria
impossível, pois o capitalismo, geralmente, supera as situações
caóticas mediante a guerra. Ganha ao destruir e ganha ao reconstruir.
Somente que hoje esta solução não parece viável, pois uma guerra
tecnológica liquidaria com a espécie humana; só cabem guerras
regionais sem uso de armas de destruição em massa.
Outro cenário seria de crise. Para ela, não acaba o mundo econômico,
mas este tipo de mundo, o neoliberal. O caos pode ser criativo, dando
origem a outra ordem diferente e melhor. A crise teria, portanto, uma
função purificadora, abrindo espaço para uma outra oportunidade de
produção e de consumo.

Não precisamos recorrer ao ideograma chinês de crise para saber de sua
significação como risco e oportunidade. Basta recordar o sânscrito
matriz das línguas ocidentais.

Em sânscrito, crise vem de kir ou kri que significa purificar e
limpar. De kri vem também crítica que é um processo pelo qual nos
damos conta dos pressupostos, dos contextos, do alcance e dos limites
seja do pensamento, seja de qualquer fenômeno. De kri se deriva,
outrossim, crisol, elemento químico com o qual se limpa ouro das
gangas e, por fim, acrisolar que quer dizer depurar e decantar. Então,
a crise representa a oportunidade de um processo critico, de depuração
do cerne: só o verdadeiro fica, o acidental cai sem sustentabilidade.

Ao redor e a partir deste cerne se constrói uma outra ordem que
representa a superação da crise. Os ciclos de crise do capitalismo são
notórios. Como nunca se fazem cortes estruturais que inaugurem uma
nova ordem econômica, mas sempre se recorre a ajustes que preservam a
lógica exploradora de base, ele nunca supera propriamente a crise.
Alivia seus efeitos danosos, revitaliza a produção para novamente
entrar em crise e assim prolongar o recorrente ciclo de crises.

A atual crise poderia ser uma grande oportunidade para a invenção de
um outro paradigma de produção e de consumo. Mais que regulações
novas, fazem-se urgentes alternativas. A solução da crise
econômico-financeira passa pelo encaminhamento da crise ecológica
geral e do aquecimento global. Se estas variáveis não forem
consideradas, as soluções econômicas, dentro de pouco tempo, não terão
sustentabilidade e a crise voltará com mais virulência.

As empresas nas bolsas de Londres e de Wall Street tiveram perdas de
mais de um trilhão e meio de dólares, perdas do capital humano.
Enquanto isso, segundo dados do Greenpeace, o capital natural tem
perdas anuais da ordem de 2 a 4, trilhões de dólares, provocadas pela
degradação geral dos ecossistemas, desflorestamento, desertificação e
escassez de água. A primeira produziu pânico, a segunda sequer foi
notada. Mas desta vez não dá para continuar com o business as usual.

O pior que nos pode acontecer é não aproveitar a oportunidade advinda
da crise generalizada do tipo de economia neoliberal para projetar uma
alternativa de produção que combine a preservação do capital natural
com o capital humano. Há que se passar de um paradigma de produção
industrial devastador para um de sustentação de toda a vida.

Esta alternativa é imprescindível, como o mostrou corajosamente
François Houtart, sociólogo belga e grande amigo do Brasil, numa
conferência diante da Assembléia da ONU em 30 de outubro do corrente
ano: se não buscarmos uma alternativa ao atual paradigma econômico em
quinze anos 20% a 30% das espécies vivas poderão desaparecer e nos
meados do século haverá cerca de 150 a 200 milhões de refugiados
climáticos. Agora a crise em vez de oportunidade vira risco aterrador.

A crise atual nos oferece a oportunidade, talvez uma das últimas, para
encontrarmos um modo de vida sustentável para os humanos e para toda a
comunidade de vida. Sem isso poderemos ir ao encontro da escuridão.


Simplicidade

22 22UTC Novembro 22UTC 2008

Recebi de minha irmã dois links que gostaria de compartilhar com você visitante deste sítio.

http://www.simplicidade.net/slow.htm

http://www.simplicidadevoluntaria.com/socied.htm

Viva você também!


O uso do solo no Ecoextrema

16 16UTC Novembro 16UTC 2008

Após concluir a cobertura do sítio com imagens de alta resolução foi realizado o mapeamento do uso do solo.

Os resultados quanto a cobertura por mata nativa surpreendem. Estimávamos ser cerca de 50% da área total, mas somam mesmo 79% (11,5 ha). Foram agregadas aqui as áreas em processo de restauração natural. Acompanhe abaixo os números:

Uso do solo Áreas em hectares:

  • campo  :  1.50
  • floresta  :  11.53
  • horta  :  0.22
  • pomar  :  0.41
  • agroflorestas  :  0.30
  • habitação  :  0.09
  • banhado  :  0.03
  • estrada  :  0.40

Área total das classes: 14.485915

Confira na figura a distribuição de cada uso na planta atualizada pela topografia recente (novembro de 2007).

Uso do solo.

Uso do solo.

Este é um post dinâmico, atualizado conforme a evolução do mapeamento do sítio.