Histórico

A área que hoje abriga o Ecoextrema foi palco de inúmeros episódios de extrativismo no passado.

Na década de 70 houve a extração de pedras de granito utilizadas para alicerce de casas e no calçamento das ruas de Porto Alegre. Durante a década de 80 foi a vez do mato que virar lenha para abastecer os fornos das olarias e do pasto se encarregar de engordar o gado. Na década de 90 foi a vez dos plantios de m5andioca e batata, que por sua vez exauriram a reduzida energia da terra deixada pela pecuária.

Em meados da década de 90 entra em operação o aterro sanitário da Extrema, acontecimento este que agregou uma péssima e discutível imagem sobre a localidade da Extrema. Foi nesta década que a área do ecextrema.org esteve de porteiras abertas, ao deus dará, recebendo contribuições incipientes de materiais inertes não recebidos, então, pelo aterro.

O século virou e com ele a propriedade recebeu um pouco mais de atenção das mãos do antecessor de nossa empreitada, que conseguiu frear o ingresso e a fúria das motos que rasgavam as trilhas.

Somente em 2002 a área começou a ser de fato recuperada. Foi retirado todo tipo de material descartado clandestinamente e feita uma seleção de pequenas clareiras que dariam espaço para que a sucessão biológica se tornasse efetiva.

Em 2004 mais transformações começam a tomar forma com a transformação do sítio em moradia. As maiores clareiras começam a ser entendidas no aspecto de suas aptidões agrícolas e, conseqüentemente, seus usos. Ficou assim estabelecido que somente as áreas abertas sofreriam algum tipo de interferência humana.

Nos dias atuais o Ecoextrema proporciona ao visitante a oportunidade de conhecer um pouco mais do cenário natural onde se insere Porto Alegre. Além de ter contato direto com a ecologia dos morros, pode-se também entender sobre a colonização e o “desenvolvimento” da capital gaúcha.

Além disto, a ampla vista que possui, coloca o Ecoextrema em um ponto estratégico para vislumbrar ícones de nossa paisagem, como o encontro da Laguna dos Patos com o Lago Guaíba, a praia do Lami, a cidade de Barra do Ribeiro e a crista de morros que divide Porto Alegre em urbana e rural.