Como Surgiu

A idéia de ter um sítio como moradia e local de produção de saúde começou em 1997, quando os amigos Simone e Zé Paulo nos apresentaram seu sítio recém comprado na localidade de Espigão em Viamão-RS. Na época morávamos em apartamento e estávamos procurando outra forma de viver. Foi quando decidimos procurar nosso espaço.

A empreitada tomou nossos finais de semana pelos quatro anos seguintes, onde tivemos oportunidade de conhecer todos os tipos de propriedades rurais. Com poucas posses, procuramos então, por áreas altas, visto que os terrenos planos eram financeiramente inacessíveis. Assim, rastreamos todos os morros situados no extremo sul de Porto Alegre, chegando até mesmo a procurar em localidades como Itapuã e Boa Vista.

Em maio de 2002, soubemos que um sítio que havíamos pretendido comprar em 2000 estava novamente à venda. Foi quando adquirimos tal área e decidimos nela investir, sobretudo nosso suor e persistência.
Passados dois anos, em maio de 2004 conseguimos finalmente ir morar nas terras nuas que havíamos adquirido. Uma batalha campal que nos levou diversas vezes a pensar na desistência.

Ainda no mesmo ano teve início a empreitada maior, tornar o sítio economicamente viável e ecologicamente correto, gerando assim, oportunidade de desenvolvimento para nós e para famílias lindeiras.

E os resultamos começaram a chegar…

Em 2005 o Ecoextrema ingressa no roteiro turístico “Caminhos Rurais de Porto Alegre” e, com mais 17 propriedades da zona sul da capital, funda a Associação Porto Alegre Rural.

Após uma intensa batalha para recuperar as condições de fertilidade do sítio, que começou lá atrás em 2002, eram os primeiros frutos da terra. Assim, em 2006 foi a vez de começar a levar a produção do sítio para a feira ecológica do bairro Tristeza, junto ao Grupo Ecológico Essência da Terra, que na sua fundação contou com 6 famílias do entorno das localidades da Extrema e Canta Galo.

Um passo a frente. Em 2007  iniciamos a parte de pesquisa científica com a observação de recuperação de áreas degradadas que, em 2008 passaram a abrigar dois sistemas agroflorestais. A implantação desses dois sistemas culminou com mais uma etapa de desenvolvimento do Ecoextrema, a trans missão do conhecimento, com a oferta de minicursos e oficinas.

O ano de 2009 entra com outro ritmo. Monica e Luciano estão à frente do Ecoextrema e seguem aprendendo como funciona o ambiente do morro para melhor se relacionar como ambiente natural.

Daqui para frente eu e a Grasi somos observadores e apoiadores, pois vimos a terra retribuir generosamente o carinho que tivemos com a natureza durante nossa passagem pelo morro. Seguimos ambientalmente embriagados, no Espírito Santo, procurando outro pedaço de terra para recuperar e levar uma vida mais tranquilha em harmonia com a natureza.