Febre Amarela

24 24UTC Abril 24UTC 2009

A ignorância humana pode acabar com o Bugio.  Na verdade eles são tão vítimas quanto nós.

No fundo essa epidemia é causada pela ganância do ser humano que dizima florestas e gera desequilíbrio ambiental. Essa espécie “sapiens” é tão burra, que não consegue perceber que agora é vítima da própria arrogância.

Veja o vídeo abaixo e divulgue!


O que é mesmo uma crise capitalista?

29 29UTC Janeiro 29UTC 2009

Em tempos de crise econômica internacional e do Fórum Social Mundial,
é interessante refletir sobre o que seria mesmo essa crise:

O que é mesmo uma crise capitalista?

Desde logo, vejamos o que não é uma crise capitalista:

Haver 950 milhões de famintos em todo o mundo não é uma crise capitalista.

Haver 4,75 bilhões de pobres no mundo não é uma crise capitalista.

Haver 1 bilhão de desempregados espalhados por todo o mundo não é uma crise capitalista.

Haver mais de 50% da população mundial no subemprego ou que trabalhe em condições precárias não é uma crise capitalista.

Haver 45% da população mundial sem a acesso direto à água potável não é uma crise capitalista.

Haver 3 bilhões de pessoas sem saneamento básico não é uma crise capitalista.

Haver 113 milhões de crianças sem acesso à educação e 875 milhões de adultos analfabetos não é uma crise capitalista.

Morrerem 12 milhões de crianças todos os anos por doenças que são perfeitamente curáveis não é uma crise capitalista.

Morrerem 13 milhões de pessoas a cada ano por causa da deterioração dos ambientes naturais e por mudanças climáticas não é uma crise capitalista.

Haver 16.306 espécies em vias de extinção, das quais 25% são mamíferos não é uma crise capitalista.

Tudo isto, como se sabe, já havia antes, e não gerou nenhuma crise capitalista.

Pode ser tudo, mas não é, segundo os economistas de mercado e “especialistas” na matéria, uma crise capitalista.

O que é, então, uma crise capitalista? Ou, dito por outras palavras, quando é que começa a sentir-se uma crise capitalista?

A crise capitalista aparece quando os lucros esperados, e que são o fim e a razão de ser das empresas capitalistas, não são alcançados. Aí sim, quando os lucros já não são tão elevados como se esperava, fala-se então de uma crise capitalista.

Ou seja, a crise capitalista surge quando os fatos associados aos indicadores sócio-econômicos acima referidos sobre a fome, a pobreza, o desemprego, a precariedade, a escassez de água potável e de apoio sanitário, mostram que não são suficientemente maus e negativos para garantir a rentabilidade dos investimentos e do capital dos poderosos
grupos e empresas multinacionais, pelo que a manutenção da rentabilidade desses conglomerados empresariais exigirá ainda uma
maior degradação das condições sociais de vida das populações como meio para garantir as tão almejadas taxas de lucro das grandes empresas mundiais, que são quem verdadeiramente dominam o mundo, segundo a lei que as governa, isto é, a maximização do lucro e a capitalização dos ganhos.

Curiosamente, dizem os “donos” deste mundo que quem não pensa em função da maximização dos lucros e da acumulação do capital, esses são pessoas sonhadoras, irresponsáveis, líricas, idealistas, subversivos…

Mas, afinal, quem se mostra verdadeiramente fanatizado pelo fundamentalismo do lucro e do capital, longe das realidades e das necessidades das populações, quem tem sido responsável pelo crescimento insustentável e desigualitário, quem se revela
completamente viciado na roleta desta economia de cassino como é o capitalismo, são essas figuras pardas, cínicas e sombrias que nos governam, exploram e oprimem.

Pescado no lusitano blog “Pimenta Negra”.


Em outras mãos…

23 23UTC Janeiro 23UTC 2009

A passagem que fizemos em cima do morro da Extrema foi uma faculdade, repleta de novidades que levaremos como ensinamentos em nossa caminhada.

Consideramos nossos 7 anos de sítio uma oportunidade ímpar de vivenciar a natureza e com ela, nortear nossas ações.

O Ecoextrema segue em boas mãos com a presença da Monica e do Luciano. Esse casal que se apresentou como um flash em nossa trajetória, segue como parceiro do ambiente que o morro abriga.

O aprendizado desta dupla está apenas iniciando. Com um pouco mais de ciência do ambiente, as atividades do Ecoextrema serão gradativamente retomadas. Novas atividades serão incorporadas, refletindo a personalidade dos novos hóspedes.

Desejamos sorte, alegria e sobretudo, persistência aos novos amigos. Nenhuma mudança siginificativa é conquista sem muito esforço.

“Um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar”

Chico Science.

Arthur e Grasiela.


Começa a colheita de tomate

2 02UTC Janeiro 02UTC 2009

Hoje pela manhã começamos a colher tomates cereja, que este ano seguem para a produção essencialmente de molho, pois iremos degustá-los posteriormente para lembrar do gostinho da terra. Porém, enquanto estivermos por aqui, aproveitaremos os frutos do sítio até o último dia. Por esta razão, no cardápio de hoje teremos massa ao molho bolonhesa.

Colheita começa e segue até março.

Colheita começa e segue até março.


Agroecossistemas Mistos – primeiras impressões

4 04UTC Dezembro 04UTC 2008

Passado 1 mês da implantação de nossos agroecossistemas mistos, observamos as adaptações das plantas. Foram considerados elementos como perda de folhas, amarelamento, desidratação e claro, o sentimento sistêmico de ambientação de cada muda. Em todas as áreas foram registrados ataques por formigas, geralmente em espécies de laranjeiras. Confira no quadro abaixo como está a adaptação das espécies em cada ecossistema.

Espécie Área 1 Área 2 Área 3 Área 4
AMEIXAS Ruim Regular Regular Ótima
BERGAMOTA CAÍ Ótima Ótima Regular -
BERGAMOTA MARCOTE Regular Regular Ótima Regular
BERGAMOTA MONTENEGRINA Ruim Ótima Ótima Ótima
BERGAMOTA PONKAN Regular Ótima Regular Ótima
CAQUI Ruim Regular Ruim Ótima
LARANJA DE SUCO Ruim Regular Ótima Ótima
LARANJA DE UMBIGO Regular Ótima Ótima Ótima
LARANJA DO CÉU Ruim Regular Ótima Ruim
PÊSSEGO Ruim Ótima Ruim Ruim

Características de cada área:

Área 1 – Sistema agroflorestal, com base na sucessão natural de espécies, inserido em vertente concentradora de águas com insolação norte;

Área 2 – Sistema agroflorestal, com base em arranjo de espécies frutíferas (pomar), inserido em vertente dispersora de águas com insolação norte;

Área 3 – Sistema agroflorestal, com base em arranjo de espécies frutíferas (pomar), inserido em vertente concentradora de águas com insolação sul;

Área 4 – Sistema agroflorestal, com base na sucessão natural de espécies, inserido em vertente dispersora de águas com insolação sul.

Em geral a área 3 apresenta as melhores condições de adaptação. Isto pode ser devido a adubação verde realizada nos últimos 2 anos. Além disso, a época do ano em que foram plantadas as mudas (novembro) apresenta altas temperaturas que causam estresse térmico e hídrico nas mudas. Reflexo disso pode ser verificado na melhor adaptação para as áreas 3 e 4, voltadas para sul, que portanto, recebem menos insolação.

Seguimos no acompanhamento.

Grasiela